O Jejum do Ramadã e seus Efeitos Colaterais

Octavio da Cunha Botelho

fim+do+ramadã - Cópia

Vista aérea da Mesquita de Meca repleta de peregrinos durante as festas do Ramadã

           O mês do Ramadã é o período mais sagrado para os muçulmanos, quando é praticado o jejum (sawm) durante o período diurno nos 29 ou 30 dias do mês, com isso as refeições são consumidas durante a noite. A sacralidade reside no fato de ser neste mês que Maomé recebeu a primeira revelação do anjo Gabriel, numa noite denominada pelos muçulmanos de Noite do Destino (al-Qadr).

            O breve estudo abaixo pretende, num primeiro momento, informar resumidamente o que é o Ramadã, com sua celebração principal, o jejum, bem como sua origem, sua menção nos textos sagrados, suas interpretações controversas e suas transformações desde o objetivo original, para em seguida relatar alguns resultados de pesquisas que apontam os efeitos prejudiciais, tanto fisiológicos como psicológicos, deste jejum nos praticantes.

Os cinco pilares do Islamismo

            A identidade mulçumana é reconhecida pela prática dos cinco princípios estabelecidos pela tradição islâmica: a profissão de fé ou testemunho (shahadah), a oração (salat), a doação (zalat), o jejum (sawm) e a peregrinação (hajj). O Alcorão menciona estes cinco princípios do Islã em passagens dispersas, mas nunca a menção dos cinco coletivamente como um mandamento numa só passagem. Portanto, a fonte canônica para a homologação destes princípios se encontra nos Hadiths (ditos de Maomé), os textos islâmicos de maior autoridade após o Alcorão, sobretudo numa passagem do Hadith de Muslim, Sahih 1.06.20: “É narrado, na autoridade de Abdulah Ibn Omar, que o Mensageiro de Deus (Maomé), que a paz esteja com ele, disse: a superestrutura do Islã está erguida em cinco pilares: o testemunho que não há nenhum deus além de Deus, que Maomé é seu servo e mensageiro, e o estabelecimento da oração, do pagamento da taxa de doação, da peregrinação a Casa (de Deus em Meca) e o jejum do mês do Ramadã (Muslim, Sahih 1.06.20 – Peters, 1994: 152).

1)- A Profissão de Fé ou Testemunho (Shahadah): É o pré-requisito para o ingresso na religião islâmica, quando o novato faz a declaração formal de sua fé que Alá é o único deus: “Declaro que não há outro deus além de Alá, e que Maomé é o mensageiro de Deus”. O novato é admitido a partir do momento que faz esta declaração na presença do imã (líder islâmico) e de outras testemunhas.

2)- A Oração (Salat): Existem as orações obrigatórias e as complementares, bem como as individuais (no lar) e as coletivas (na mesquita). As imprescindíveis são as cinco orações diárias: do amanhecer, do meio dia, da tarde, do anoitecer e da noite. Também, muito importante é a oração coletiva das Sextas Feiras, ao meio dia, na mesquita. Com a expansão do Islamismo para outras regiões distantes, surgiu a dúvida se o horário a ser seguido deveria ser o horário local ou o horário de Meca, devido às diferenças no fuso horário, predominou a interpretação da prática no horário local. A exigência é de que as orações sejam realizadas com o orador voltado para Meca, mas existem exceções entre alguns grupos mulçumanos espalhados pelo mundo (Rippin, 1997: 130-1).

3)- A Doação (Zakat): É uma parte da riqueza do mulçumano que é doada para os necessitados, difere da caridade que é espontânea. Uma Zakat (doação) especial é a Fitra, que é oferecida pelo mulçumano no fim do mês sagrado do Ramadã.

4)- O Jejum (Sawm): O mais importante é o jejum do mês do Ramadã, quando é proibido comer, beber, fumar ou ter relação sexual, no período do dia, durante um mês. Nos casos de impossibilidades, existem opções alternativas para aqueles impossibilitados de praticá-lo. Outro jejum de menor importância, mas ainda praticado por algumas comunidades mulçumanas, é o jejum Ashura, o qual antecedeu ao jejum do Ramadã, para depois ser substituído por este último ainda nos tempos de Maomé (Robinson, 2003: 121-2).

5)- A Peregrinação (Hajj): O muçulmano deve realizar pelo menos uma peregrinação a Meca na vida. Chegando lá, o fiel deve efetuar sete voltas ao redor da Caaba (Pedra Negra), no interior da Grande Mesquita. Em seguida bebe água do poço de Zenzem, para então dirigir-se ao monte Arafat (Ali, 1944: 16-30, 119-87, 208-21, 222-31 e 332-51; Rippin, 1997: 127-41; Chittick, 1994: 8-20; Peters, 1994: 150-2 e passim e Robinson, 2003: 96-116).

Ramadã, o mês sagrado

            A razão para a sacralidade está no fato de ter sido durante este nono mês do calendário lunar dos muçulmanos, o Ramadã, que a primeira revelação do anjo Gabriel foi feita a Maomé, numa gruta no monte Hira, no entorno de Meca, em 610 e.c. “Foi no mês de Ramadã que o Alcorão foi revelado…” (Alcorão: sura 2, aya 185). Este evento é denominado de Noite do Destino (al-Qadr) e está registrado na sura (capítulo) 97 do Alcorão: “Sim, revelamos o Alcorão na Noite do Destino (al-Qadr)… A noite de Qadr (Destino) vale mais que mil meses…” (sura 97, ayas 1-03 – Challita, 2002: 348). Outro nome para esta noite é Noite Abençoada (Laylat al-Qadr), bem como outra interpretação é Noite do Poder (Ali, 1934: 1765; Arberry, 1955: 345 e Palmer, 1994, vol. 09: 337). A revelação corânica foi um processo gradativo que se estendeu por 23 anos, por isso os intérpretes dividem as revelações do Alcorão em suras (capítulos) que foram reveladas durante o período da permanência de Maomé em Meca, e as suras que foram reveladas no período de sua estadia em Medina. O mais comum é comemorar a Noite do Destino (al-Qadr) na 27ª noite do mês do Ramadã, mas existe divergência, para outros intérpretes, este evento é comemorado na 24ª noite (Peters, 1994: 169-70).

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Muçulmanos em oração durante o Ramadã

Os muçulmanos seguem o calendário lunar, cuja diferença com o nosso calendário solar faz com que a cada ano o mês do Ramadã se antecipe aproximadamente onze dias. Assim, em 1998 o Ramadã começou em 20 de Dezembro, em 1999, em 09 de Dezembro, em 2000, no dia 28 de Novembro (Robinson, 2003: 119) e continuou se antecipando até que, no ano de 2012, iniciou recentemente no dia 20 de Julho. O mês do Ramadã começa quando a nova lua crescente faz sua primeira aparição no céu, daí então, o amanhecer do dia seguinte é o primeiro dia do mês do Ramadã. Porém, este critério é problema na época de noites nubladas, quando não é possível avistar a lua. Nestes últimos casos, o critério é o cálculo (Chittick, 1994: 17). O horário preciso de iniciar o jejum é problema também para os muçulmanos que vivem nas regiões polares. O momento exato na manhã para o início do jejum do Ramadã é determinado curiosamente assim no Alcorão: “… E comei e bebei até que comecei a distinguir, na aurora, a linha branda da linha preta. Depois, jejuai até a noite…” (sura 2, aya 187 – Challita, 2002: 16). O jejum acontece apenas durante o dia, sendo assim, termina no crepúsculo de cada dia. No período da noite é permitido comer e beber. Apesar da prescrição da moderação, levantamentos constataram um assustador aumento do consumo de alimentos no período noturno: “Em alguns países mulçumanos, contudo, não é agora incomum bem mais carnes e verduras serem consumidas no Ramadã, que em todos os outros meses juntos. Existe assim uma grande e séria distância entre o ideal e a realidade” (Robinson, 2003: 126). Em outras palavras, o que alguns jejuadores abstêm durante o dia é extravasado durante a noite, de modo que, a rigor, o jejum não tem efeito religioso, o que acontece na prática é apenas a inversão no turno das refeições.

Agora, o intrigante na primeira revelação corânica é o fato de Maomé ser analfabeto, mas, milagrosamente, conseguir ler o texto apresentado a ele durante uma visão, já que, segundo os registros preservados nos Hadiths (ditos e atos de Maomé) e nas biografias, Maomé era iletrado. Segundo o relato de uma de suas biografias, esta primeira revelação aconteceu quando ele estava dormindo numa caverna no monte Hira, quando lhe surgiu, numa visão, o anjo Gabriel com uma colcha de brocado, na qual havia algum escrito e disse: recite, no que Maomé perguntou: o que eu devo recitar? Ele não conseguia ler o que estava escrito, pois era analfabeto. Pela sua pergunta “o que devo recitar?”, percebe-se que o seu analfabetismo era tão completo que nem sequer foi capaz de identificar que o que estava sobre a colcha era um texto. O anjo insistiu por mais três vezes e Maomé deu as mesmas respostas indagando o que deveria recitar, até que ele finalmente leu o texto e depois acordou do sono conseguindo conservar na memória tudo que estava escrito no texto daquela colcha (Williams, 1961: 61 e Peters, 1993: 51). Este evento é para os crentes mulçumanos um exemplo do poder do que deus é capaz, já para os céticos, mais uma lenda inventada pela imaginação humana. A primeira revelação nesta Noite do Destino está registrada nos cinco primeiros versos (ayas) da sura 96, denominada Alaq (Coágulo), no Alcorão: “Leia (iqraa) em nome de teu Senhor, que criou, criou o homem de um coágulo. Leia (iqraa). E teu Senhor é o mais generoso, que ensinou (o uso da) pena…” (Ali, 1934: 1761 e Palmer, 1994, vol. 09: 336). Outros tradutores traduziram a palavra iqraa como ‘recita’ (Arberry, 1955: 344, Peters, 1994: 51 e Challita, 2002: 347). Esta diferença na tradução pode ser explicada pelo fato que na Antiguidade era comum a leitura em voz alta, uma vez que a maioria da população era analfabeta, então quem sabia ler, lia, quando solicitado, de maneira para os outros ouvirem. Logo, ler poderia ser sinônimo de recitar. Agora, a menção da criação do homem a partir de um coágulo, mencionada logo acima, é exegeticamente desafiadora, e para a mentalidade científica, até cômica.

Com o tempo, sobretudo mais recentemente, as celebrações do Ramadã se transformaram na mais importante comemoração e na grande manifestação da unidade do Islamismo, o mês quando os muçulmanos tornam-se conscientes de seu passado e afirmam seus laços com os seus ancestrais. Dentre as comemorações, a mais importante no mês do Ramadã é o jejum (sawm), o quarto pilar da fé mulçumana, na qual é proibido comer, beber, fumar e ter relação sexual durante o período do dia. Orações (salat) e doações (zakat) também são efetuadas em casa e nas mesquitas, bem como recitações do Alcorão são feitas à noite, costuma-se dividir o texto em trinta partes, sendo que cada uma é lida numa noite até que a leitura completa termine na trigésima, ou seja, na última noite do Ramadã. Estações de TV e de radio transmitem ao vivo estas recitações durante todo o mês. A prática do jejum já era conhecida por Maomé e seus companheiros, pelo que é possível extrair da sua biografia e da seguinte passagem do Alcorão: “Ó vós que credes, foi-vos prescrito o jejum, como foi aos que vos precederam…” (sura 2, aya 183 – Ali, 1934: 72; Palmer, 1994, vol. 06: 25 e Challita, 2002: 16). Maomé conviveu com judeus e com cristãos, os quais já praticam o jejum. A primeira prática de jejum estabelecida por Maomé para os seus seguidores foi no Ashura, o Dia do Perdão dos Judeus, depois com o rompimento com os judeus, ele transferiu o jejum para o mês do Ramadã e o jejum do Ashura se tornou opcional (Robinson, 2003: 121).

            O propósito do jejum do Ramadã é proporcionar ao jejuador a experiência de privação, de modo que ele ou ela sinta o sofrimento do necessitado. Daí o hábito de, no fim do jejum, doar alimento a um carente. Assim, para o praticante, o mês do Ramadã é o da solidariedade e do auxílio mútuo. Quando praticado seriamente, representa uma experiência válida e socialmente útil, pois poderá ser uma maneira de inibir o egoísmo e de diminuir a indiferença com os necessitados. No entanto, sua prática se tornou um problema para a complexa e dinâmica vida contemporânea, sobretudo nas metrópoles, onde o ritmo de vida é mais acelerado e muitos serviços públicos não podem ser paralisados. Pois, durante o Ramadã, em algumas cidades o comércio reduz o horário de funcionamento, ou até mesmo não abre durante o dia, muitos profissionais não trabalham e assim por diante. O problema é ainda maior para mulçumanos que residem em cidades de países onde o Islamismo não é a religião majoritária, visto que é difícil praticar o jejum, com as atividades complementares, orações, visita à mesquita, etc., num ambiente socialmente estranho e com uma rotina desfavorável. No caso de pessoas impossibilitadas de praticarem o jejum durante o Ramadã, são prescritas tarefas alternativas tais como caridade, assistência social, etc. Os desobrigados são: as crianças, os enfermos, os viajantes, as gestantes, as mulheres em período de amamentação ou de menstruação, bem como os profissionais de atendimentos imprescindíveis e urgentes: médicos, enfermeiras, bombeiros, policiais, etc.

            No entanto, em linhas gerais, a prática do jejum do Ramadã tem perdido muito do seu objetivo original, Andrew Rippin observa este processo de decadência: “Muçulmanos contemporâneos que participam do jejum, contudo, exibem sutis mudanças na interpretação de suas ações. Enquanto que no passado um sentido de valor penitente de jejuar estava certamente presente, isto tem sido menosprezado nas interpretações das décadas recentes. O jejum é praticado porque ele foi ordenado por deus, não por qualquer benefício individual que possa acontecer ao indivíduo em termos de seu destino na vida após a morte. Benefício moral no aqui e agora, contudo, é enfatizado. O jejum é um meio de nivelamento social e de reforçar noções de responsabilidade social. (…) Ainda mais, há um total sentido de unidade muçulmana celebrada durante o jejum, especialmente, nos aspectos festivos da vida noturna durante o mês” (Rippin, 1997: 132-3).

            De modo que, comparativamente, o jejum islâmico do Ramadã contrasta flagrantemente em motivo e em objetivo com outras tradições ascéticas que praticam o jejum, tal como as asceses ióguica e budista. Nestas últimas, o jejum é praticado com o fim de controlar a gula, de desapegar a mente, de desenvolver a capacidade de autocontrole e, sobretudo, de preparar o corpo e a mente para a prática da meditação prolongada (quem pratica meditação sabe que o jejum e a alimentação moderada auxiliam no desempenho meditativo, enquanto que o funcionamento digestivo perturba o relaxamento e a concentração, de modo que nunca se pratica meditação após uma refeição). Portanto, é uma prática com objetivos físico-psicológicos de preparação para uma tarefa ainda maior, a meditação, isto é, interna; enquanto que o jejum do Ramadã é uma prática externa e formal, a fim de atender aos mandamentos de submissão e de obediência, cercada de pompa e exibicionismo religioso.

Os efeitos colaterais

            Existem publicações que apontam os efeitos fisiológicos e psicológicos do jejum do Ramadã nos praticantes. Um resumo de pesquisas foi publicado no Journal of Social Bahavior and Personality, em 2004, por Masahiro Tida e Kanehisa Morimoto, com o título de Ramadan Fasting: Effect on Healthy Muslims (O Jejum do Ramadã: Efeito Sobre os Mulçumanos Saudáveis). O estudo começa observando que a mudança dramática nos hábitos alimentares causa efeitos fisiológicos e psicológicos (Morimoto, 2004: 13). Algumas pesquisas apontam para uma perda de peso, desidratação; diminuição da gordura corporal, do batimento cardíaco, do consumo de oxigênio e do metabolismo, enquanto outras pesquisas não apontam a perda de peso. As diferenças podem ser atribuídas ao costume local e a qualidade da comida.

            Os principais efeitos fisiológicos do jejum são: hemoconcentração (diminuição do conteúdo líquido que resulta no aumento de células vermelhas no sangue) e desidratação. A diminuição no consumo de líquidos é a causa destas condições de desequilíbrio líquido. No estágio inicial da desidratação, os sinais clínicos são: taquicardia, cansaço e indisposição, dores de cabeça e náusea (Morimoto, 2004: 13). O aumento de ácido úrico no sangue é também notável, porque a hiperuricemia (alta presença de ácido úrico no sangue) é uma das conhecidas sequelas do jejum prolongado.

Ademais, resultados indicam que há um impressionante aumento no risco de aterosclerose (formação de placas no interior de artérias e veias), em virtude do aumento do colesterol que favorece esta doença, pelo consumo de alimentos durante uma única e longa refeição noturna (Morimoto, 2004: 13).

Efeitos psicológicos

            Alguns estudos têm mostrado os seguintes sintomas durante o período do dia: falta de concentração, cansaço, irritabilidade, sonolência e outros sintomas indesejáveis, que podem ter efeitos negativos na vida profissional e escolar dos indivíduos. Um aumento nos acidentes de trânsito tem sido registrado. Estes efeitos podem acontecer em razão da diminuição das horas de sono durante o Ramadã e a hipoglicemia (diminuição da glicose no sangue) causada pelo jejum. Também, fumantes ficam mais irritados devido à abstinência do hábito de fumar. Geralmente, os homens tendem a ficar mais irritados que as mulheres durante o Ramadã. Estes efeitos pioram ainda mais quando o mês do Ramadã cai na estação do verão, época na qual os dias são mais longos e a temperatura mais quente (Morimoto, 2004: 13).

Obras consultadas

ALI, Abdullah Yusuf (tr.). The Holy Quran. Lahore: The Ahmadiyya Anjuman Ishaat Islam, 1934.

ALI, Maulana M. (tr.). A Manual of Hadith. Lahore: The Ahmadiyya Anjuman Ishaat Islam, 1944.

ARBERRY, Arthur J. (tr.). The Koran Interpreted. New York: Macmillan Publishing Co., 1955.

BARKIA, Ahmed, Kamel Mohamed, Maha Smaoui, Nouri Zouari, Mohamed Hammami and Moncef Nasri. Change of Diet, Plasma Lipids, Lipoproteins and Fatty Acids During Ramadan: a Controversial Association of the Considered Ramadan Model with Atherosclerosis Risk. Journal of Health, Population and Nutrition, volume 29, issue 05, October: 2011, p. 486.

CHALLITA, Mansour (tr.). O Alcorão. Rio de Janeiro: ACIGI, 2002.

CHITTICK, William C. and Sachiko Murata. The Vision of Islam. St. Paul: Paragon House, 1994.

MORIMOTO, Kanehisa and Masahiro Toda. Ramadan Fasting: Effect on Healthy Muslims. Journal of Social Behavior and Personality, volume 32, issue 01, January: 2004, p. 13.

PALMER, E. H. (tr.). The Qur’an – Sacred Books of the East, vols. 6 and 9. Delhi: Motilal Banarsidass, 1994.

PETERS, Francis E. A Reader on Classical Islam. Princeton: Princeton University Press, 1994.

RIPPIN, Andrew. Muslims: Their Beliefs and Pratices, vol. 2. London: Routledge, 1997.

ROBINSON, Neal. Islam: A Concise Introduction. London/New York: RoutledgeCurzon, 2003.

WARRAQ, Ibn (ed.). The Quest for the Historical Muhammad. Amherst: Prometheus Books, 2000.

WILLIAMS, John A. Islam. New York: George Braziller, 1961.

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