Jesus Agora é Advogado de Criminoso

por Octavio da Cunha Botelho

henrique-pizzolato

Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do Mensalão, discursou em uma igreja na periferia da cidade de Módena, Itália, neste último Domingo.

            Henrique Pizzolato, ex diretor do Banco do Brasil e condenado no julgamento do Mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão, pelos crimes de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, é o mais novo criminoso de fama internacional convertido ao Cristianismo. Ele discursou, neste último Domingo, na Igreja Pentecostal Fonte de Vida, na periferia da cidade de Módena, Itália, onde afirmou “ter encontrado pequeno sinal da existência de Deus na prisão”. Também, declarou que “Jesus atuou como seu advogado” na Itália. Ele está solto desde 28/10/2014, quando foi libertado pela justiça italiana, bem como esta recusou a sua extradição para o Brasil, muito provavelmente, em retaliação à recusa anterior da Justiça Brasileira de extraditar para a Itália o criminoso italiano Cesare Battisiti, condenado à prisão perpétua naquele país, em 1988, pelos assassinatos de quatro pessoas, um militante, um carcereiro, um policial e um joalheiro. Segundo a Justiça Italiana, ele foi integrante do grupo terrorista Proletariados Armados pelo Comunismo, fugiu para o Brasil em 2004, em seguida foi preso aqui em 2007, atualmente está em liberdade, assim como Pizzolato encontra-se solto na Itália.

Cesare-Battisti 06

Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália, sorri durante a sua prisão no Brasil, em 2007.

            Bem, este impasse jurídico-diplomático, Pizzolato entendeu como “a atuação de Jesus como seu advogado”. Por outro lado, para nós é difícil entender como uma pessoa esclarecida como Henrique Pizzolato, que foi diretor do Banco do Brasil, interprete a sua libertação pela corte italiana como um ato de “advocacia de Jesus”. Diante disto, somos levados a imaginar que grau de transtorno mental ele passou a sofrer, após a sua prisão na Itália, quando entrou naquele país com um passaporte falsificado do seu irmão falecido, que o levou à conversão religiosa e a pensar tamanha imbecilidade. Ou, tal como fazem muitos criminosos, sua conversão religiosa foi uma simulação bem encenada para sensibilizar os juízes durante o processo judicial.

            Quanto a sua experiência de “ter encontrado pequenos sinais da existência de Deus na prisão”, imagine se esta moda pega aqui no Brasil, país com uma das maiores populações carcerárias do mundo, com 574 mil detentos e as piores condições, certamente, será um surto de vivência divina com uma dimensão astronômica.

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